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DE AMOR OU SAUDADE…

Ela cantarola sempre um improviso que parece antigo motivo de amor ou saudade. Em casa, mandam-lhe calar a boca. Sabe que uma canção não incomoda sempre. Aplaudem e pagam por canções pungentes, no teatro. Limpando a coxia, no trabalho, não convém enzonar. Canta enquanto caminha para o ponto, canta no ônibus, rindo, lacrimejando… Desce, chuta pedrinhas, colhe uma flor na calçada e ajuda uma velha com o lixo.

O cantor diverte a turma bebe, pita, fala, grita, dança, pede licença, licença… Schopen e eu pedimos mais chops ao garçon. Parir não é para rir. A chusma tá nem aí… Vieram ver os amigos. E não podia ser uma reuniãozinha em casa. Schopen e eu não pegamos ninguém, de novo. Nos mandamos para o baixo meretrício com uma câmera. Conduzimos uma japonesinha ao motel. Ela ri e fala como uma criança, usa lingerie de cetim, meias 5/8 e bijous. Filmo o Schopen com a japonesa, explícitos. Tremo de excitação e desespero. Ele vomita, demonstrando total empatia. Damos um banho nela. Passamos perfume. Schopen me filma beijando aqueles pés enquanto choro.

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