PASSAR ALÉM DA DOR: o perigo, o abismo e o céu

O estrangeiro solitário,

Mesmo em terras de abundância

Com suas faltas liminares,

E essas é que são as mais graves,

Tem de trazer ocultas e retratadas

As identidades – línguas, feições, intentos –

Resguardadas junto aos sonhos

Na bagagem íntima

Do que vale:

Documentos e dinheiro.

 

Se interrogado

Que dissimule

A condição de viajante solitário

Amplificada

 

Pelo perigo da aventura.

 

Preso à bagagem mínima

Na caminhada,

Em silêncio…

Outro ouvido tão diverso então se abre

 

Porque mais alto o mundo fala.

 

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2 Respostas para “PASSAR ALÉM DA DOR: o perigo, o abismo e o céu

  1. Gostei particularmente do desfecho.
    “Outro ouvido tão diverso então se abre
    Porque mais alto o mundo fala”.
    Ah, o ar mediterrâneo tem te inspirado tanto Maryllu.
    – Quem quiser passar além do Bojador,
    tem que passar além da dor… já dizia o padre Geraldinho.

  2. muito bom como sempre!

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