A FLOR IDA SEMPRE A NADA, ENQUANTO SE DESPETALA. A gente não vê o que vê, ao que parece? Conclusões para anos depois, desconectados, distantes, prorrogados a futuros futuros. Teremos de nós um perfil no facebook, fotografias com fundos estranhos, rugas, estilhaços de desmemória, por dois ou três minutos lá um dia e, pode até ser que uma sms no natal – das compartilhadas com grupos de amigos.
O que terá importado, aqui não importa. Os dias, o calor, as doses nas horas certas, os cuidados todos, a persistência, também as alegrias a galope e as tragédias a conta gotas. No miudinho de segundas a segundas, depois das folgas com suas súbitas-eufóricas sextas, largos sábados, cínicos domingos.
Você pergunta até ao vento pela vida… Whatever works, fellow… é só um filme a ser visto por acaso daqui quatro anos com um engraçado precedente. Como Alice no país das maravilhas, mais uma coquetterie…
Não me explico, nunca. Padeço o que sou, sem folga.
Me chama pra dançar.
O mesmo me persegue, me apavora. Fendo meu bastão zen no ar, conto milagres, salto, espreito – lince… Eu quero os méis.
Espinho?

FLOR COBERTA DE PAVOR de Maryllu de Oliveira Caixeta é licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-Uso não-comercial-Vedada a criação de obras derivadas 3.0 Unported.
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